Análise: Brasil é massacrado em campo pela Alemanha

Bem amigos, vamos a mais uma análise da seleção brasileira. Para quem tem pouca idade, assim como eu, não pôde vivenciar a Copa de 50, realizada aqui no Brasil. Então, vamos a um pouco de história para refrescar as ideias.

Decorrente da Segunda Guerra Mundial, a Copa do Mundo não vinha sendo realizada desde 1938. Pós-guerra, boa parte do continente europeu estava em ruínas, o que dificultou a Federação Internacional de Futebol em encontrar algum país interessado em sediar o evento – o qual queria ressuscitar após duas edições canceladas. Eis que surge a ‘bondade’ brasileira.

Disposto em sediar o torneio, o Brasil apresentou uma proposta ao Congresso da Federação Internacional de Futebol de 1946, oferecendo suas terras para o futebol. Mas você deve estar se perguntando: “Mas o que é que isso tem a ver com a seleção brasileira de hoje? Esse cara tá me rolando”. Calma! (risos) Você entenderá logo mais.

Foi nesta Copa do Mundo de 50 (em nosso território), que vivenciamos – ou melhor, quem vivenciou -, pôde ver um dos jogos mais trágicos da Seleção Brasileira. O famoso ‘Maracanazo’ (!). Em plena final os brasileiros presentes do Maracanã testemunharam um dos maiores reveses da história do futebol: o Brasil vencia a partida quando tomou a virada e, consequentemente, perdeu a decisão para o Uruguai. Trágico!

E se 64 anos atrás foi tão dramático, hoje (08/07/2014) foi vergonhoso. O estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, assistiu a maior vergonha da história do futebol brasileiro. Completada 100 anos em 2014, a história da seleção brasileira nunca ficou tão marcada negativamente quanto o massacre aplicado pela Alemanha no time de Luiz Felipe Scolari. De longe, a pior derrota neste centenário.

Perder para a seleção alemã até que poderia ser previsível, devido aos desfalques, etc., etc., etc. Mas levar um ‘sacode’ por 7 a 1, jogando em casa, em uma semifinal de Copa do Mundo é, indiscutivelmente, o capitulo mais humilhante do nosso futebol. Foram cinco gols em menos de 30 minutos do primeiro tempo, parecia mais uma ‘pelada’, como dizem os boleiros. As estatísticas eram tão a nosso favor – como dizia o tempo todo a mídia (plim plim) -, que a gente esqueceu como se joga o bom futebol, principalmente, em equipe.

Pudemos observar uma disparidade técnica imensa, física e tática. Comprovamos o já comprovado: o time joga com Neymar, não por Neymar. Êh, esse Neymar tão falado! Ganharíamos com ele em campo? Talvez/não sei, mas se com o craque do Barcelona em campo, uma coisa é certa, a humilhação seria menor.

Agora começa as especulações de quem é a culpa, quem foi o responsável pela eliminação brasileira – mais uma vez passando ridículo em sua própria casa. Na Copa de 1950, jogaram a culpa quase toda no goleiro Barbosa, por uma falha do mesmo. Bem, responsáveis não faltarão por mais um vexame. Uma coisa é certa: a seleção brasileira sentiu a falta dos desfalques Neymar e Thiago Silva, mas não se pode colocar nesse ponto toda a culpa pelo resultado negativo. Afinal, Felipão convocou 23 jogadores e se o time aprendeu a ‘idolatrar’ Neymar, teria de ter aprendido a jogar sem o mesmo. Afinal, friso e frisarei, futebol se joga em equipe – algo que a Alemanha desempenhou brilhantemente.

O técnico brasileiro começou com um time muito aberto diante dos fortes alemães, pensando que poderia jogar de igual para igual. Uma ousadia que custou caro! Felipão montou um time que arma seu jogo com chutões de zagueiros, sem variações táticas de jogo. Fatalidade!

Quem esperava que no lugar do machucado Neymar entrasse Willian para ritmar o meio-campo ou Paulinho para deixar o time com três volantes, errou. Felipão optou por escalar Bernard e, praticamente, deixou a seleção com a mesma tática. Na vaga do capitão Thiago Silva, entrou Dante como se esperava. A ideia, eu creio, seria atacar a Alemanha logo de início – mas a ideia não funcionou por muito tempo. Não demorou muito para os alemães começarem o toque de bola (o que foi esquecido pela nossa seleção nesse Mundial, algo comprovado em estatísticas e nos chutões de David Luiz ao ataque) e equilibrar o jogo. Nada surtia efeitos para o lado brasileiro e o pesadelo foi aumentando a cada gol – e olha que foram muitos. Felipão no banco de reservas estava atônito, assim como todos os torcedores que ficaram surpresos com tanto domínio por parte da Alemanha.

Com o intervalo do jogo, veio as substituições. Paulinho entrou no lugar de Fernandinho, Hulk (que completou seu décimo jogo oficial pela seleção principal sem marcar gol) saiu para a entrada de Ramires. Com o meio-campo mais forte, o jogo ficou parcialmente equilibrado e o Brasil chegou a criar jogadas, mas o goleiro Neuer, considerado um dos melhores do mundo, evitou o gol brasileiro. Os lances chegaram a animar os torcedores que persistiram em permanecer, mas não evitaram a humilhação. O gol de honra veio apenas no finalzinho do jogo, com Oscar.

Infelizmente, o tão sonhado Hexa é adiado em um vexame histórico diante da Alemanha. Poderíamos ficar aqui falando de A à Z, do Fred que foi um centroavante de um gol em seis jogos, dos laterais Daniel Alves e Maicon, que não marcavam nem atacavam, mas eu tenho que terminar essa crônica (ah!). Pelo menos essa derrota serve para limpar a barra de Barbosa e Cia. na Copa de 50, afinal aquela derrota foi algo pequeno em comparação a humilhação desta terça-feira. O futebol brasileiro e sua seleção tem chances de voltar a brilhar no cenário futebolístico como um dos melhores, basta que dirigentes com pensamentos grotescos deixem o campo e saiam de cena.

A Alemanha chega a sua oitava final de Mundial e buscará o Tetra. Para o Brasil, único pentacampeão – sorte que a Itália, única que poderia alcançar o número de títulos brasileiros, foi eliminada ainda na primeira fase - resta ainda o terceiro lugar, algo que também não será tão fácil, no próximo sábado (12), às 17h, em Brasília.

Por Geano Sousa, especial para o Blog do Ikeda
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Ataque não funciona, zaga artilheira decide e Brasil avança às semifinais

Golaço de falta de Davi Luiz ajudou o Brasil a voltar a uma semifinal na Copa, desde 2002 (Foto: Mowa Press)
Bem amigos, aqui estou eu para rebuscar mais uma análise da seleção brasileira. Que sufoco passamos novamente neste Mundial, agora em Fortaleza, na vitória por 2 a 1 sobre a Colômbia, que colocou o time de Felipão nas semifinais da Copa do Mundo de 2014. O jogo serviu para mostrar o que já se vinha especulando nos bastidores: o Brasil tem mais craques na defesa do que no ataque. David Luiz, por exemplo, já tem mais gols que o atacante Fred, êh Frederico! No sofrimento e com muita ‘reza’, a pentacampeã chega mais perto do tão sonhado Hexa - restam apenas dois jogos.

O jogo se desenhava fácil. O primeiro tempo da seleção foi bom, marcação bem encaixada, gol do Thiago Silva e quase nenhum susto na zaga. Mas na segunda etapa, o trabalho da psicóloga brasileira foi todo em vão, pois o time voltou do intervalo sem inspiração e a tranquilidade presente na primeira etapa ‘evaporou’. Com isso, viu se criar um drama com os colombianos em busca do empate nos minutos finais de bola rolando.

Neymar foi abaixo do que se esperava. Apagado e sem sua criatividade costumeira, o atacante teve de ser substituído por causa de uma contusão que poderá tira-lo do próximo jogo contra a Alemanha. Com a saída do nosso camisa 10, a seleção brasileira ficou ainda mais que ‘deficiente’ tecnicamente, por cima, Fred não desencantou ainda. Sorte nossa que temos uma ‘zaga artilheira’. A defesa funcionou muito bem. Com o setor ofensivo deixando a desejar, restou para a dupla de zaga mais cara do mundo salvar a camisa amarela de ficar fora das semifinais. Além de precisarem fazer o de sempre, que é evitar os gols do rival, Thiago Silva e David Luiz ainda resolveram para o Brasil lá na frente. David, por sua vez, em linda cobrança de falta encheu o pé de fora da área para marcar o segundo gol canarinho – o qual deu vantagem no placar final, pois a Colômbia vinha a diminuir em cobrança de pênalti, que James Rodriguez converteu.

O técnico Luiz Felipe Scolari começou o jogo com duas mudanças. Devido a suspensão de Luiz Gustavo, Paulinho voltou ao time titular e por opção do treinador, decorrente das falhas na marcação, Daniel Alves foi sacado para a entrada de Maicon na lateral direita. ‘Oremos’ para que Felipão tenha coragem também para tirar Fred, o “cone” do ataque.

Outro detalhe que suou legal e foi bom rever, foi a marcação brasileira a saída de bola dos colombianos. O método usado na Copa das Confederações fez com que o goleiro adversário tentasse tocar a bola nas cobranças de tiro de meta, fazendo seu time correr riscos. Boa estratégica montada por Felipão!

Quem suspeitava que a Copa estava comprada para os brasileiros, vai vendo o contrário: sem jogo fácil neste Mundial, o Brasil vai segurando a pressão e avançando mesmo que no sufoco. A Seleção volta a campo na próxima terça-feira (08), às 17h, no Mineirão, pelas semifinais contra a Alemanha. Felipão não contará com o seu capitão Thiago Silva, o zagueiro levou o seu segundo cartão amarelo no Mundial e terá que cumprir uma suspensão automática.

Foto: AP

Última nota: Neymar fora da Copa

Além do desfalque de Thiago Silva para às semifinais, a seleção brasileira não contará com o jogador Neymar. A informação foi dada durante o Jornal Nacional. O atacante não poderá contribuir mais para o time de Felipão nesta Copa por ter sofrido uma fratura na vértebra ao sofrer uma joelhada do colombiano Zúñiga, nas costas, pouco antes do final do segundo tempo. O jogador do Barcelona saiu de campo de maca e chorando muito. Após avaliação médica se constatou a fratura, o que o impedirá de seguir na Copa do Mundo.

Por Geano Sousa, especial para o Blog do Ikeda
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Setor ofensivo deixa a desejar e Brasil passa sufoco contra o Chile, mas avança às quartas de final

ESPN/Getty
Bem, amigos, aqui novamente estou para rabiscar uns comentários sobre a Seleção Brasileira, mas antes de começar... Ufa! Que jogo foi proporcionado no primeiro ‘mata-mata’ da Copa do Mundo do Brasil, de tirar o fôlego e deixar qualquer um com a pressão arterial lá em cima, e para piorar com a nossa seleção (risos). Felizmente, deu tudo certo. E passado o sofrimento e a adrenalina por uma classificação nas penalidades máximas, após empate em 1 a 1 no tempo normal com o Chile, o Brasil avança às quartas de final e enfrentará a Colômbia na próxima sexta-feira (04), às 17h, em Fortaleza (CE).

A Seleção Brasileira sofreu mais que o esperado para eliminar a equipe chilena pelas oitavas de final da Copa. Podemos dizer que um dos motivos para tal sofrimento foi a falta de boas opções para o setor ofensivo. O atacante Fred não rendeu ainda o esperado, mais uma vez fez uma partida apática. Sem corresponder a sua convocação, o jogador deixou a desejar. Neymar, por sua vez, não se livrou das pancadas dos chilenos. Até que ele tentou criar algumas jogadas e conseguiu ainda no primeiro tempo, mas abaixo da sua ‘ousadia e alegria’, fez um segundo tempo apagado – assim como toda equipe brasileira, que viu o Chile criar e efetuar jogadas perigosas, tomando conta do jogo.

O técnico Luiz Felipe Scolari até que tentou mudar a cara do time, mas dessa vez, o ‘dedo’ do treinador não funcionou. Jô entrou no lugar de Fred, mas o atacante do Atlético-MG pouco acrescentou, vindo a falhar na maioria das bolas disputadas. O fator ‘pressão’ auto que prejudicou todo o ‘elenco canarinho’, vindo a interferir nas substituições que não deram resultados. Ramires e Willian, por exemplo, não conseguiram muita coisa contra a equipe chilena – considerada a melhor de todos os tempos.

Será que o técnico brasileiro pode estar sentindo falta de alguém mais experiente para o meio-campo ou ataque? Pode ser, mas já que optou pela ‘garotada’, poderia ter colocado o jovem Bernard contra o Chile, seria uma opção para melhorar o ataque da seleção – quem sabe ele teria desconcertado a forte marcação chilena e impedido os corações de palpitarem tanto. Estamos sem meio-campo, isso é fato, ficou mais que visível no jogo contra o Chile, não dá pra o David Luiz ficar chutando toda hora a bola para o ataque, tem que ter um homem fazendo essa ligação e tocando a bola. Hulk, que falhou no gol de empate do Chile, tentou se redimir, foi um dos mais que correram em campo, mas não conseguiu armar jogadas concretas de ataque.

O jogo acabou mostrando a supremacia do goleiro Júlio Cesar, posto como um dos culpados pela eliminação do Brasil na Copa da África, diante da Holanda, o “guarda-redes” brasileiro teve a confiança do técnico Felipão quando muitos duvidavam da sua capacidade. Nas oitavas de final contra os chilenos ele foi crucial para a seleção brasileira seguir no Mundial, defendeu duas cobranças de pênalti e viu uma bola bater na trave, na vitória por 3 a 2.

Como disse em entrevista o capitão brasileiro Thiago Silva, “o Brasil se classificou, mas não jogou bem, e ainda falta para o time ser o da Copa das Confederações, um ano atrás”. Pelas oitavas ficou evidente a dependência da Seleção Brasileira em Neymar, algo falho para uma seleção que tem pretensões de ser campeã.

O Brasil enfrentará agora a Colômbia, pelas quartas de final da Copa do Mundo 2014. Além de precisar melhorar para ter chances de conquistar o hexa, e pela primeira vez de sua história, em casa, a seleção canarinha vai contar com a ausência de Luiz Gustavo, o volante que tem se destacado no meio-campo da seleção, levou o segundo cartão amarelo contra o Chile, e não joga na próxima sexta-feira. O técnico Felipão terá de lidar com esse problema para as quartas. Resta-nos preparar os corações, pois se o primeiro jogo decisivo foi de cardiopata enfartar, o segundo ‘mata-mata’ nos guarda fortes emoções.

Por Geano Sousa, especial para o Blog do Ikeda
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Com erros e acertos, Brasil conclui primeira fase da Copa do Mundo e avança para as oitavas de final

Neymar na rede depois de mais um lance frustrado no ataque da Seleção (Foto: Reuters)
Bem amigos, lá se foi a primeira fase da Copa do Mundo para a seleção brasileira, a qual conseguiu se classificar em primeiro lugar do grupo A. Com duas vitórias e um empate, a seleção canarinha totalizou 7 pontos e levou vantagem no saldo de gols contra o México – segundo classificado no grupo. Mas a ‘dona da casa’ ainda não mostrou grandes atuações que justificassem seu favoritismo para conquistar a taça.

Agora não se admite mais erros, afinal começará o “mata-mata”, e antes de enfrentar o Chile nas oitavas de final, o técnico Luiz Felipe Scolari terá bastante trabalho pela frente para chegar ao nível ideal, que tire as dúvidas e dê mais autoconfiança ao torcedor.

Mas vamos ao foco principal que me fez escrever este texto. Pra você, o que deu certo e errado para o Brasil na primeira fase da Copa?

Podemos dizer que Neymar com certeza ‘Deu Certo (!)’, ou por enquanto, está dando... Com 22 anos, o dono da camisa 10 teve sua estreia em uma Copa do Mundo. E se não bastasse o peso da camisa, o craque tem a pressão de ser o principal articulador do Brasil para a conquista do tão desejado hexa. Com quatro gols em três jogos e longe de fugir da responsabilidade, o atacante carregou a equipe nas costas e resolveu nos momentos mais complicados. Ele já se isolou na artilharia e tem tudo para ser o grande nome do Mundial aqui no Brasil.

Outro fator que ‘Deu Certo’ foi as substituições de Felipão. Com bons jogadores no banco, cada vez que mudou o time, o técnico conseguiu mudar a cara da equipe. No primeiro jogo contra a Croácia, Hernanes entrou no segundo tempo no lugar de Paulinho e deu mais qualidade à saída de bola, na vitória por 3 a 1. No empate sem gols com o México, Bernard entrou no lugar de Ramires no intervalo e levou perigo várias vezes até a área adversária. Na vitória contra o Camarões por 4 a 1, a mudança mais acertada veio no intervalo de jogo, a troca de Paulinho por Fernandinho. O volante deixou o time mais compacto, além de participar do terceiro gol e marcar o 4º de bico.

Luiz Gustavo também ‘Deu Certo (!)’. O volante desenvolveu perfeitamente sua função protegendo muito bem a defesa, além de ter sido o jogador que mostrou mais regularidade nos três primeiros jogos. Por exemplo, contra Camarões participou até de jogadas ofensivas, como no primeiro gol, quando roubou a bola na intermediária e tocou para Neymar bater de primeira. Se tornou uma das peças chave da seleção canarinha.

Mas com esses acertos, algo ainda deu errado? Sim.

Algo que foi notório nos jogos da seleção brasileira até aqui no Mundial, foi a falta de ‘pressão inicial’. Marca registrada da equipe na Copa das Confederações, o início arrasador que deixava o adversário acuado logo nos minutos iniciais da partida não se repetiu na primeira fase. A equipe até que tentou no terceiro jogo, mas a pressão não durou mais que cinco minutos. A falta de pegada logo no comecinho do jogo faz com que o Brasil passe por sufoco, como aconteceu em vários momentos contra a Croácia e o México, e até mesmo diante de Camarões, logo após a ‘penta campeã’ parar de atacar.

Outro ponto que ‘Deu Errado (!)’, se chama Paulinho. Se a seleção brasileira deixou a desejar na sua agressividade e verticalidade isto deve-se, entre outros motivos, ao volante do Tottenham – eleito o terceiro melhor jogador da Copa das Confederações. Paulinho não lembra nem de longe sua atuação de um ano atrás. O jogador muitas vezes não se encontrava em campo, deixando Luiz Gustavo muito sozinho na marcação dos meias adversários. Será que ele continua titular? Bem, veremos!

Por último um erro preocupante vem assombrando o Brasil na Copa: os laterais vão dando errado, por enquanto não prejudicou totalmente os resultados, mas é um fator que deve ser olhado. O primeiro gol sofrido pela Seleção Brasileira na Copa, ilustra perfeitamente a deficiência dos lados de campo brasileiro. Perisic, jogador da Croácia, recebeu um lançamento nas costas de Daniel Alves e Marcelo acabou desviando a bola contra o próprio gol brasileiro. Durante a primeira fase, os adversários encontravam sempre muitos espaços pelos lados do campo, deixado por Daniel Alves, por exemplo, no gol de Camarões.

Com erros e acertos, concluímos a primeira fase da Copa do Mundo em nossa casa, mesmo que não 100%, como todo brasileiro gostaria, mas estamos na luta. O técnico Felipão tem até sábado (28), onde o Brasil enfrenta o Chile, no Mineirão, às 13h, para corrigir os erros e ampliar os acertos para, quem sabe, diminuir essa ‘distância’ até a taça do Mundial.

Por Geano Sousa, especial para o Blog do Ikeda
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